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Por Beatriz Olivon e Jéssica Sant’Ana
Entre as empresas que já realizaram estudos sobre os impactos da reforma tributária do consumo para o seu negócio, 51% acreditam que deverá ocorrer aumento de carga tributária, com repasse ao preço do produto ou serviço ou redução de margem de lucro. É o que mostra a edição de 2026 da pesquisa “Tax do Amanhã”, realizada pela Deloitte.
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Para a tributarista Maria Andréia dos Santos, sócia do Sanmahe Advogados, há preocupação com a parte dos sistemas e tecnologia. Neste ano, já surgiu preocupação com a emissão de notas, em especial pelos desafios enfrentados pelas prefeituras.
Em um primeiro momento, diz a advogada, há grande preocupação se será possível dar andamento a todas as providências que têm que ser adotadas com relação à emissão de notas. “A partir de 2027 começa a apuração assistida, que vai substituir a confissão de débitos. Vai ser uma mudança muito grande na vida das empresas”, afirma.
Por meio dessa ferramenta, de forma eletrônica, os contribuintes terão um campo de apuração assistida, que vai computar tanto créditos das aquisições feitas como débitos das vendas e no final do mês essa apuração vai informar se há ainda imposto a pagar e quanto.
“A grande preocupação das empresas é como lidar com essa declaração assistida porque se aparecer uma informação errada não vai poder corrigir, vai ter que emitir notas e outras obrigações acessórias”, diz a advogada.
Há ainda a preocupação se equipes atuais das empresas darão conta da nova demanda. “É uma quantidade muito grande de novas rotinas com as quais as equipes terão que lidar”, afirma Maria Andréia, acrescentando que há ainda os desafios da precificação. “Há grande preocupação de qual será o parâmetro das empresas para precificar em suas operações de venda. Como precificar produtos e serviços a partir de janeiro de 2027 e também quais novos custos terão na sua própria cadeia de fornecedores.”
Leia a íntegra no Valor Econômico.



